Hemoce é destaque em Congresso nos Estados Unidos

O trabalho do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce), da rede pública do Governo do Ceará, foi destaque durante o encontro anual da Associação Americana de Bancos de Sangue (AABB, na sigla em inglês) que acontece até esta terça-feira (16) em Boston (EUA). O destaque foi feito por causa do pioneirismo do hemocentro cearense. A diretora da divisão de imunohematologia do laboratório Bio-Rad, Ann Madden, relatou durante o Congresso o caso do envio de sangue raro do Ceará para a Colômbia e ressaltou aos participantes que a agilidade no envio do material foi fundamental para garantir a saúde da criança colombiana.

“Para assegurar que o sangue chegaria o mais rápido possível, o Hemoce disponibilizou um profissional que acompanhou todo o processo até a chegada da bolsa de sangue, vejo que foi um esforço colaborativo envolvendo várias partes e hoje felizmente nós podemos dizer que a criança está bem. Essa história serve de exemplo para todos nós”, disse. O evento é realizado por uma associação internacional, sem fins lucrativos, que representa indivíduos e instituições envolvidas nos campos da medicina transfusional e terapias celulares.

Segundo a Organização Panamericana de Saúde (Opas), o Ceará foi o primeiro estado brasileiro a realizar o envio internacional de sangue raro para doação. Além disso, foi também a primeira vez que a Colômbia recebeu o sangue doado por outro país. Em julho de 2017, o Hemoce enviou cerca de 350 ml de sangue para ajudar a salvar a vida de uma criança de um ano e dois meses na Colômbia que precisava receber transfusão de um tipo raríssimo, o fenótipo Bombay. Na Colômbia não havia sido localizado nenhum doador compatível com a paciente. Além da bolsa de sangue para a Colômbia, o Hemoce já enviou hemocomponentes raros para três estados brasileiros e o Distrito Federal. O caso mais recente foi em julho deste ano para o Hemocentro do Piauí.

Banco de doadores raros do Hemoce

Desde 2014, o Hemoce conta com o banco de doadores raros. Cada vez que um voluntário doa sangue, as amostras coletadas são avaliadas pelo laboratório de Imuno-Hematologia. O material colhido passa por um processo de análise e testes que incluem tipagem ABO e RH e pesquisa de anticorpos irregulares. “Durante as análises, ficamos atentos às células do sangue, se existem fenótipos raros e anticorpos irregulares que apontam alguma raridade sanguinea”, afirma Denise Brunetta, coordenadora do laboratório de Imuno-hematologia do Hemoce, que participou do evento nos Estados Unidos.

São 41 profissionais da saúde entre médicos, bioquímicos, biólogos, técnicos de enfermagem, biomédicos, técnicos e auxiliares de laboratório envolvidos na identificação de doadores com fenótipos raros. Desde a implantação do banco nove fenótipo raros foram detectados, entre eles o fenótipo Bombay, raríssimo no mundo. O banco conta com cerca de 80 pessoas registradas. Esses doadores são orientados a não realizarem doação de sangue com regularidade para ficarem disponíveis para situações de emergência. As informações sobre os doadores raros ficam disponíveis no Banco de Sangue do Hemoce, que repassa para o Cadastro Nacional de Sangue Raro do Ministério da Saúde.

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