Programa de empreendedorismo universitário do Instituto TIM investe em estudantes do Ceará

Soluções sustentáveis têm se apresentado como ótima oportunidade para o empreendedorismo, novos modelos de negócio podem oferecer conceitos modernos de sustentabilidade, importantes para gerar resultados positivos dentro de pequenas e médias empresas. Participantes da edição de 2018 do AWC, programa de empreendedorismo universitário do Instituto TIM, estão desenvolvendo startups com foco em sustentabilidade e meio ambiente, com o objetivo de mostrar ao mercado que, trabalhar com a sustentabilidade, é um processo de mudança de cultura e precisa ser pensado a longo prazo.

Na região Nordeste, um dos projetos que recebem o apoio do AWC é o Aqualuz,

Na região Nordeste, um dos projetos que recebem o apoio do AWC é o Aqualuz, um sistema mecatrônico de filtragem baseada em luz solar, com o propósito de ajudar a resolver um dos maiores problemas de acesso a água potável, que afeta a região do Semiárido. A equipe é composta pela estudante cearense,Letícia Nunes Bezerra, aluna de Engenharia Ambiental pela UFC e os estudantes baianos Anna Luísa Santos, aluna de Biotecnologia e Lucas Gama Dantas Ayres, aluno de Ciência da Computação, ambos da UFBA. “De uma maneira simples, sustentável e voltada para a experiência do usuário, queremos incentivar a responsabilidade socioambiental corporativa”, relatam os estudantes.

Outros projeto beneficiado são dos alunos de  Engenharia Mecânica da USP, André Minatti Felismino e Bruno Giordano Lette, que desenvolveram um projeto com o objetivo de atuar de forma ativa nos custos e na área de sustentabilidade de empresas. A partir dessa ideia surgiu a Lava Copos, startup que visa diminuir consideravelmente o número de descarte e compra de copos descartáveis em grandes companhias. Eles estão desenvolvendo uma máquina que lava copos automaticamente e que tem seu processo de reutilização de maneira mais higiênica.

 “Sempre tivemos o desejo de usar nosso conhecimento para criar um projeto que tivesse impacto positivo para a sociedade. A inspiração veio do incômodo diário com a utilização de copos descartáveis e da consciência do impacto que isto gera para o meio ambiente. Observamos que não existia nenhuma alternativa eficiente para os descartáveis e decidimos atacar este problema, de modo a tornar o consumo de água e café em ambientes corporativos mais ecológico e prático“, explicam.

Em pesquisa realizada em 2017 pela Associação Brasileira dos Profissionais pelo Desenvolvimento Sustentável (Abraps), a maior parte dos respondentes afirmaram que a sustentabilidade é um tema inserido nas universidades através das disciplinas, tanto na graduação, quanto na pós-graduação. Porém apenas três dos oito respondentes afirmaram que a universidade onde atuam faz parte do PMRE (plataforma global das Nações Unidas de engajamento voluntário para as escolas de negócios e outras instituições de ensino superior) e metade dos respondentes não souberam afirmar.

A sustentabilidade é um fator importante para que empresas sejam mais competitivas e lucrativas, capazes de proporcionar impactos positivos para a sociedade. O conhecimento e bagagem universitária é extremamente importante para esse processo cultural. O grande desafio é tornar esse nicho mais transversal em termos de negócios e criar uma cultura de sustentabilidade em diversos setores do mercado. “Aquela história de realizar campanhas de sustentabilidade apenas com o intuito de valorizar a marca em uma situação pontual, funciona apenas para nichos e contextos muito específicos e pode não ter um efeito duradouro. Um discurso que reforce as melhorias a longo prazo, com certeza é mais efetivo. A sustentabilidade por si só não é tão valorizada no Brasil, por isso sempre reforço com os alunos do projeto, a importância ao desenvolver negócios desse segmento. É difícil transmitir o valor disso para as pessoas, investir em algo que não vai ter um resultado instantâneo, é desafiador! “, explica André Dib, Coach de Aceleração do AWC, responsável pelos nichos de Sustentabilidade e meio Ambiente.

Academic Working Capital é voltado aos estudantes em fase final de graduação que possuem seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), com soluções tecnológicas ou de inovação. Os universitários recebem acompanhamento, orientação de negócios e recursos financeiros para transformar sua ideia em um produto ou negócio. No fim do ano, eles participam de uma Feira de Investimentos e podem apresentar suas soluções para profissionais do mercado. O evento está marcado para 14/12, em São Paulo, e contará com a presença de empresários e investidores. Os grupos terão a chance de mostrar sua trajetória e as tecnologias próximas do estágio final. Em suas três primeiras edições, o AWC já apoiou o desenvolvimento de cerca de 80 projetos. Este ano, o AWC conta com 32 grupos, sendo 86 alunos de faculdades de oito estados brasileiros (São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Ceará, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Bahia).

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