UNIPÊ é vendido ao Grupo Cruzeiro do Sul; reitora tranquiliza alunos e funcionários

O grupo paulista Cruzeiro do Sul Educacional fechou a aquisição de 84% do Unipê (Centro Universitário de João Pessoa), maior instituição de ensino superior da capital da Paraíba. Com a transação, a Cruzeiro da Sul marca sua entrada no Nordeste, onde pretende crescer por meio do ensino a distância. Trata-se da segunda aquisição do grupo neste semestre. Em fevereiro, a Cruzeiro comprou a FSG (Centro Universitário da Serra Gaúcha), no Rio Grande do Sul, fazendo sua estreia na região.

O valor da transação não foi revelado, mas o mercado estima algo entre R$ 270 milhões e R$ 340 milhões, sem considerar o campi de 30 hectares que também foi adquirido. No ano passado, o faturamento do Unipê foi de R$ 180 milhões. A instituição de João Pessoa tem cerca de 15 mil alunos e a mensalidade varia de R$ 850 a R$ 950. A graduação de medicina tem custo de R$ 7,6 mil por mês. Para efeitos de comparação, a gestora de private equity Advent vendeu a FSG, instituição com 12 mil alunos e tíquete médio de R$ 1,1 mil, para a Cruzeiro do Sul por R$ 310 milhões em fevereiro, de acordo com fontes.

A outra fatia de 16% do Unipê continua nas mãos da família Pereira, uma das seis fundadoras do centro universitário. A Cruzeiro do Sul tem a preferência para adquirir essa participação.

“O Unipê é a instituição de ensino mais tradicional de João Pessoa, com cursos de diversas áreas; inclusive tem graduação de medicina, mas ainda não oferece ensino a distância. Portanto, temos uma grande oportunidade de crescimento na região”, disse Fábio Ferreira Figueiredo, diretor de planejamento da Cruzeiro do Sul Educacional. O grupo tem como acionistas as famílias Figueiredo e Padovesi e o fundo soberano de Cingapura (GIC).

No mês passado, o GIC entrou com um pedido, na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), para que sua subsidiária Cruze Participações, que detém uma fatia de 43,4% da Cruzeiro do Sul, seja uma empresa de capital aberto.

“Esse pedido foi mais para atender uma questão fiscal, é um processo burocrático do fundo e não um pedido de oferta inicial de ações (IPO) da Cruzeiro do Sul”, disse Figueiredo. “Estamos atentos à movimentação de mercado, mas não há ações efetivas da companhia neste momento para um IPO”, afirmou.

Os recursos das aquisições são provenientes de geração de caixa e financiamento. Atualmente, o endividamento da Cruzeiro do Sul equivale a cerca de 1,5 vez o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês).

De acordo com dados da consultoria Hoper, de 2016, a participação de mercado do Unipê na cidade de João Pessoa é de 36,8%. A segunda maior instituição de ensino na capital da Paraíba é a Faculdade Maurício de Nassau, que pertence à Ser Educacional, cuja fatia é de 21,8%. Na cidade, há 24 instituições de ensino superior de grupos como DeVry, Estácio, Kroton e Ser Educacional.

Com as aquisições do Unipê e da FSG, a Cruzeiro do Sul estima terminar o ano com 250 mil alunos matriculados e uma receita líquida de R$ 1,5 bilhão, o que representa um aumento de 50% em relação ao apurado em 2017.

A ambição de Figueiredo é a Cruzeiro a terceira maior empresa de ensino superior do país, atrás de Kroton e Estácio. Atualmente, essa colocação é da Unip, que também vem crescendo fortemente em ensino a distância.

A Cruzeiro do Sul prevê encerrar o ano com 700 polos de ensino a distância, o que representa um aumento de quase 50% em relação ao cenário atual. Atualmente, cerca de metade de seus alunos já é de cursos on-line.

Com Valor Econômico  

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