Município de Quixadá reduz casos de Dengue, Zika e Chikungunya

O número de casos de Dengue, Zika e Chikungunya registrados em Quixadá diminuiu. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, em 2016, foram contabilizados 2.870 casos suspeitos de Dengue, com 314 confirmações. Em 2017, de 323 casos suspeitos, apenas 86 foram confirmados. As notificações de Chikungunya passaram de 1.756, para 203, com 96 casos confirmados até dezembro de 2017. As suspeitas de Zika caíram de 53 para apenas cinco, sendo que nenhum dos casos foi confirmado. A secretária de Saúde de Quixadá, Juliana Câmara, explica que, além das ações realizadas pelo município para combater os focos do mosquito, como as visitas e orientações das agentes de saúde e os mutirões de limpeza, a implantação do Comitê de Combate às Arboviroses têm contribuído para reduzir os focos do mosquito transmissor das doenças. Ela conta que o Comitê tem o objetivo de debater e conscientizar todos os moradores sobre o combate ao mosquito, sempre cuidando do meio ambiente.

Secretaria Juliana Câmara com o Secretario de Saúde do Estado Dr. Henrique Javi – Foto Cleumio Pinto

“A gente tem vários segmentos da sociedade, representantes de várias secretarias, de universidades, e a gente debate os novos projetos para o combate ao Aedes e, também, ele colabora na fiscalização. A gente se reúne no Comitê pra debater sobre o que podemos fazer. Porque, até hoje, no município, a gente tá trabalhando com muito inseticida, e não é o que a gente almeja. A gente quer deixar de trabalhar com inseticida pra trabalhar com questões educativas e prejudicar cada dia menos o meio ambiente.”

Apesar da redução, Quixadá é um dos 357 municípios com risco de surto das doenças apontados pelo levantamento do Ministério da Saúde, conhecido como Mapa da Dengue. E, apesar da diminuição dos casos de Chikungunya, a doença ainda é a mais presente no município. Janaína Marques, 26 anos, solteira, descobriu, em outubro de 2016, que estava com Chikungunya. A estudante de Ciências Contábeis conta que passou mais de cinco meses com os sintomas da doença. 

“Eu ficava só deitada. Tive febre alta e as minhas articulações ficaram muito doloridas, minhas juntas. Eu sentia muita dor no tornozelo, quando pisava no chão doía bastante. Com um bom período, que foi passando mais. Conheço muita gente que teve e ficou com sequelas.” 

Janaína mora com a irmã no Bairro Combate e conta que reforçou os cuidados em casa, para evitar que o mosquito apareça. Ela ressalta que nem sempre os vizinhos tomam os mesmos cuidados e alerta que, sem o esforço de todos, não será possível acabar com o mosquito. “A gente tem tela no reservatório de água, não tem nada de água parada, a gente cria um bichinho de estimação, tem uma vasilha com água, mas a gente sempre tem o cuidado de lavar. Muita gente deixa pneu, joga pneu nos terrenos baldios que tem mais próximo, joga lixo e isso acaba atrapalhando. Mesmo que eu vá ter cuidado na minha casa, se meu vizinho não tiver, não vai adiantar muita coisa.” 

Faça como a Janaína. Não deixe água parada em caixas d’água, pneus, calhas, garrafas e baldes. Lembre-se: um mosquito pode prejudicar uma vida. E o combate começa por você. Para mais informações sobre o assunto, acesse: saude.gov.br/combateaedes.

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CLEUMIO PINTO RADIALISTA DRT/CE 5687 - MATRICULA 7723

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